Doze Javalis Selvagens e o seu Treinador ex-monge

No dia  23 de junho, um sábado, após o treino, 12 garotos e o treinador, programaram um passeio .

Entraram no complexo de cavernas, havia placas avisando perigo, mas com a intenção de se divertirem um pouco, talvez não tenham se tocado dos riscos reais em ignorar tais avisos.

Deviam estar pensando em não se demorar por lá, era fim de tarde e  foram surpreendidos por uma chuva forte que inundou o complexo rapidamente.

Fugiram então, por dentro dos túneis, até se instalarem em um local seco, próximo à câmara conhecida como Praia Pattaya, só que estavam a 4 quilômetros da entrada mais próxima.

Assim começou  uma história surpreendente de resilîência  e transformação de 12 jovens javalis selvagens e seu treinador , um ex-monge.

Os meninos só foram localizados  nove dias depois do seu desaparecimento, mas o drama ainda estava longe do fim,  a situação se complicava diante da eminência de novas chuvas.

Dentro da caverna o nível de oxigênio baixava a cada dia, seu inteiror  era escuro, úmido, faltava alimentos, água potável e  estavam privados até do sono.  

Só podiam esperar….

Ali embaixo, preso com os meninos, o treinador assistente Ekapol Chanthawong sabia que a morte era outra vez uma possibilidade. Quinze anos antes já  a havia enfrentado de perto. Uma epidemia desconhecida matou seu pai, a mãe e o irmão mais novo. Ekapol foi um dos poucos sobreviventes da aldeia onde vivia, na província de Chiang Rai

Na tentativa de ajudar o sobrinho a “encontrar a paz”, sua tia enviou-o para um templo budista. E lá viveu por 3 anos até sua avó adoecer e novamente sua vida ter uma reviravolta.

Ekapol Chanthawong , agora substituía o comandante de um grupo de 12 jovens jogadores de futebol chamados de Javalis Selvagens   O treinador sabia que poderia ocorrer uma tragédia ainda maior, caso alguém entrasse em desespero e colocasse todos os outros em maior perigo,  Ek, como é chamado por amigos, então passou a usar os conhecimentos  adquiridos com os monges budistas para ajudar os meninos a meditarem e a transcederem a situação de horror em que se encontravam. Segundo Carlos Céu e Silva, psicólogo especialista em situações de luto e de depressão:

 

 

“A crença funciona como uma capa invisível e protetora. A pessoa com fé acaba por criar uma ilusão alternativa que a faz ter a convicção de que poderá estar protegida de certas adversidades, sejam elas naturais ou outras”, explica o psicólogo

Isso vai ao encontro das conclusões tiradas por investigadores da Case Western Reserve University nos Estados Unidos, “Quando há uma questão de fé, ela pode parecer absurda do ponto de vista analítico. Mas, pelo que entendemos sobre o cérebro, o salto de fé para a crença no sobrenatural equivale a deixar de lado o pensamento crítico e analítico para nos ajudar a alcançar uma maior perceção social e emocional”, conclui.

A meditação pode ter ajudado os meninos a poupar o máximo de energia possível, já que eles passaram dias sem se alimentar. Além disso, a técnica provavelmente também os auxiliou a controlar o estado mental e manter a calma.

Fabulando a vida

Os meninos mantiveram-se unidos e conectados com a vida do mundo exterior. Fizeram planos para o futuro, escreveram cartas aos parentes e professores, demonstraram incrível bom humor. E surpreendentemente mantiveram a fé  de que sairiam sãos e salvos da caverna.

Na verdade, ninguém tinha controle sobre a situação, cada um fazia seu melhor fora dali para salvá-los. Havia mais de mil pessoas trabalhando, mas fosse o que fosse eles precisariam estar sãos mentalmente e fisicamente, só assim teriam chance de sobreviver a um resgate dificílimo que estava por vir.

A atitude dos meninos, guiada pelo ex monge,  foi combustível, foi luz, foi alimento e remédio para os doze selvagens javalis,  antes mesmo que os suprimentos chegassem.

Mesmo na adversidade,  a equipe conseguiu projetar um futuro  fora dali, em liberdade!  Vislumbraram novas histórias , uma aventura seria  participar da final da copa do mundo na Rússia.

E toda essa força foi tirada de suas próprias mentes : Meditar e Fabular 

Assim se mantiveram sãos e vivos para então terem a chance de serem salvos.

Segundo a mídia local, quando foram encontrados, nenhum dos meninos estava desesperado, pelo contrário, eles pareciam tranquilos e ainda abriram sorrisos para a equipe de resgate.

Esse é o  poder de fabular a vida: Transformar toda e qualquer situação naquilo que você imagina, não há limites para isso.

Se você chegará a seu destino da forma que imaginou,  ninguém garante, mas com certeza a viagem até lá será a melhor .

Então use seu poder, Fabule a vida!

saiba mais : www.newtoncannito.com.br

Por Lourdes Cannito

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