Economia Colaborativa no Audiovisual

economia colaborativa é um movimento de materialização de uma nova compreensão de mundo.

Mas sabemos que não é um conceito novo, é um fenômeno ancestral: É uma prática que advém de povos indígenas e comunidades que costumavam compartilhar,  trocar , fazer escambo . A novidade é como o fenômeno passou a ocorrer de forma intensa a partir de 2008, graças aos avanços tecnológicos.

Desde então, a Internet 2.0 vem permitindo que a população global assuma um “poder social” como antes nunca havia ocorrido. Graças à força da colaboração, transformações importantes ocorreram e vêm ocorrendo: novas empresas nasceram, outras grandes deixaram de existir e até ditadores foram removidos do poder.

Primavera Árabe é um exemplo disso: foi uma onda revolucionária de manifestações e protestos que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África a partir de 18 de dezembro de 2010. Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987.

Mas na prática, esse movimento significa que empresas e profissionais autônomos dividem seus gastos e trocam seus serviços e experiências. Esta é uma ação que se sobrepõe ao simples ato de compra e venda: na verdade, constrói-se uma relação, como já citamos, que as civilizações antigas tinham: com base na troca.

Além disso, economia colaborativa, diminui os custos e consequentemente os valores tornam-se mais acessíveis , o que ajuda a diminuir a desigualdade social.

 Você também  já deve ter ouvido falar em termos como  inteligência coletiva, coworking, crowdsourcing e crowdfunding, certo? Todos esses conceitos estão associados a um mesmo fenômeno: a colaboração.

 

Revendo os formatos de negócios

As empresas com visão de futuro e inovação já começam a repensar as formas como fazem negócios e ao invés de empregar apenas um modelo de negociação, elas estão incorporando os 3 modelos, ao mesmo tempo ou seja, tornando-se “Prestadoras de Serviços”, “Fomentadoras de Mercado” e “Provedoras de Plataformas”. Tudo isso com a corporação no centro,  aos poucos abandonando a fórmula de preço, praça, produto e promoção.

 

Compartilhar ao invés de centralizar

No centro da economia colaborativa estão empresas e projetos que surgiram a partir de variações do compartilhamento pessoa-para-pessoa (peer-to-peer), o chamado consumo colaborativo. Carros, alimentos, serviços, motos, moradia, informação, tecnologia, entre outros bens, podem ser compartilhados. Agregar valor em cada nível gera retorno, uma vez que os modelos representam um aumento na excelência na prestação de serviços,  também demandam investimentos mas que resultam em benefícios para cada nível.
Esse conceito tem se provado um movimento próspero, amplo e vanguardista. Grandes corporações já passaram a adotar estratégias baseadas no compartilhamento em seus principais negócios: Getninjas, enjoei, airbnb, uber e tantas outras.

Na área do desenvolvimento voltado ao audiovisual, o Studio FICs  que é um novo espaço de criação de conteúdos, cursos e workshops de roteiros, humor, atuação e Storytelling, assinado pelo renomado diretor e roteirista Newton Cannito partiu para esse caminho, o da colaboração.  Em parceria com Marcelo Caldas, produtor e ator, eles buscam criar as ligações entre os participantes dos seus cursos, oficinas e palestras de criação para desenvolver o audiovisual no Brasil.

Funciona assim: Quando o aluno é matriculado em um curso pode ser ouvinte de outro de seus cursos, oficinas e palestras.Dessa forma o espaço promove um movimento interdisciplinar ,no qual há uma colaboração entre os participantes e os ouvintes, propiciando um ambiente interativo e que favorece o network da área. Ou seja, a possibilidade de encontrar parceiros de negócios, parcerias com intelectuais, com criadores locais, revelação de novos talentos, formação de roteiristas e desenvolvimento de design. Tudo é feito junto à criação dos projetos da FICs , como co-produções regionais.

” Não somos apenas um espaço  de cursos, e sim um local de criação de conteúdo;Queremos que os alunos utilizem o lugar e disponham de toda a rede de contatos para desenvolver projetos de trabalho com nossos profissionais já prestigiados no mercado, como o roteirista Marcos Takeda. A partir dessa colaboração, estamos criando  um ambiente de desenvolvimento de projetos, altamente fértil”. completa Newton Cannito.

Newton Cannito e Marcelo Caldas em projeto colaborativo no studio FIC’s

Veja algumas das vantagens da implantação crescente de empreendimentos que se utilizem dos princípios de economia compartilhada:

  • Economia de recursos naturais
  • Diminuição da poluição ambiental
  • Aumento das possibilidades de empreendedorismo pessoal
  • Maior diversificação em qualidade e preço de produtos e serviços oferecidos aos consumidores
  • Aumento da possibilidade de renda extra nas horas vagas dos trabalhadores convencionais
  • Diminuição na desigualdade de renda
  • Aumento de intercâmbio cultural
  • Menores custos de transação

E então, pronto para participar ativamente desse universo colaborativo? Junte-se a nós!

Saiba mais! Venha nos conhecer!

https://www.studiofics.com/

Por Lourdes Cannito

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